Yamaha MT-09 chega com visual mais moderno, muita eletrônica e mesmo motor

A Yamaha MT-09 foi renovada, ganhando controle de tração, suspensões reguláveis e visual ainda mais agressivo, mas conservou o motor de três cilindros em linha

O conjunto de faróis com LEDs tem uma máscara estreita(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
O conjunto de faróis com LEDs tem uma máscara estreita(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

A nova geração da Yamaha MT-09 desembarcou no Brasil. O motor, com três cilindros em linha e muita disposição, permaneceu inalterado, mas o visual e sistemas auxiliares foram modernizados. A dianteira ganhou uma máscara que abriga os faróis de pequenas dimensões com lâmpadas em LED e luzes de posição. Um conjunto ainda mais agressivo, completado pela nova rabeta, mais curta, com lanternas verticais, também em LED, além de um suporte de placa que fica dependurado do lado esquerdo. Para completar o desenho todo assimétrico, o painel digital não é centralizado, mas curiosamente deslocado para o lado direito.

Na parte mecânica, para domar a ferocidade do motor, a marca desenvolveu um sistema que dosa a velocidade de reposta do acelerador em três níveis: Standard, A e B. Funciona como uma espécie de mapeamento de motor, deixando a aceleração mais suave e progressiva, ou imediata e vertiginosa, que aliado ao controle de tração (eletrônico) em dois níveis, ou desligado, acrescenta altas doses de adrenalina de série. A nova geração da MT-09 também incorporou o quick shift, só para subir as marchas sem embreagem, permitindo uma condução ainda mais nervosa.

A marca desenvolveu um sistema que dosa a velocidade de reposta do acelerador em três níveis(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
A marca desenvolveu um sistema que dosa a velocidade de reposta do acelerador em três níveis(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

CORAÇÃO Por outro lado, na hora de reduzir as marchas é necessário usar a embreagem. Para tanto, ganhou o sistema que, além de assistido, é deslizante, que impede o travamento da roda traseira nas reduções mais radicais, ajudando a manter a estabilidade. Outra alteração foi na suspensão dianteira. O curso de 137mm foi mantido, assim como a arquitetura invertida (upside down), porém, a compressão e feita de um lado e o retorno do outro. Tanto um quanto o outro podem ser ajustados.

As formas compactas também refletem na distância entre eixos de 1.440mm(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
As formas compactas também refletem na distância entre eixos de 1.440mm(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

A suspensão traseira, do tipo mono, com 130mm de curso, tem regulagem de pré-carga e retorno. O motor, com 847cm³ e 12 válvulas, entrega 115cv a 10.000rpm e torque de 8,9kgfm a 8.500rpm. Quando foi lançada em 2014 (em 2013 ainda era um conceito), inaugurou a configuração de três cilindros em linha, que modela um perfil mais compacto, permitindo dimensões reduzidas, com menor peso e maior agilidade.

A lanterna traseira, em baixo da rabeta, tem luzes de LED verticais(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
A lanterna traseira, em baixo da rabeta, tem luzes de LED verticais(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

O propulsor também adotou um esquema de movimentação dos pistãos, batizado de Crossplane, com defasagem de 270 graus no virabrequim, usado em competições, que garante força o tempo todo nas acelerações, como um soco na boca do estômago do piloto.

O painel equipado com o computador de bordo fica deslocado para a direita(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
O painel equipado com o computador de bordo fica deslocado para a direita(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

MASTER O motor é o destaque, com escape de saída curta, baixa e pelo lado direito, rebaixando o centro de gravidade. Sempre alerta, o “coração” justifica o nome MT, que significa Master of Torque, ou mestre da força, mas poderia ser também mestre da adrenalina. Na hora de pilotar, o banco ficou ligeiramente mais elevado em 5mm, passando para 820mm do solo. E na hora de brecar, dois discos de 298mm de diâmetro com pinças radiais. Na traseira, disco de 245mm. Ambos equipados com sistema ABS, que não pode ser desligado.

Com três cilindros em linha, o motor ganhou controle de tração e entrega 115cv(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
Com três cilindros em linha, o motor ganhou controle de tração e entrega 115cv(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

As formas compactas também refletem na distância entre eixos de 1.440mm (a MT-07, por exemplo, tem 1.400mm), no peso a seco de 193kg e no tanque com capacidade para 14 litros. Um pacote que deixa a pilotagem mais ágil (que a marca chama de o lado escuro do Japão, The Dark Side of Japan, para espantar qualquer rótulo de certinha), em conjunto com um quadro em alumínio integrado ao motor, assim como a balança da suspensão traseira, também em alumínio, e rodas com aros de 17 polegadas. O preço sugerido é de R$ 44.190.

A balança da suspensão traseira também é em alumínio, e as rodas têm aro de 17 polegadas(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)
A balança da suspensão traseira também é em alumínio, e as rodas têm aro de 17 polegadas(foto: Gustavo Epifânio/Yamaha/Divulgação)

TM Téo Mascarenhas