SEM ESQUEMA…QUEM TEM PADRINHO NÃO MORRE PAGÃO…

Quem tem padrinho não morre pagão, essa é a frase que resume 3ª edição da coluna que representa 99% dos pilotos nacionais.
83E pra vocês verem que o negócio é tão SEM ESQUEMA pro meu lado, que só hoje, quase tres meses depois da corrida é que eu to conseguindo colocar a matéria no ar.

Fazer o que né??? E vamos lá…

Essa edição conta como foi nossa trip, partindo do interior do Estado do Rio de Janeiro, rumos as trilhas do interior paulista, mais precisamente a cidade de Arujá.

Como a falta de esquema da 1ª etapa tinha sido muito acentuada pra mim, com todo aquele negócio de viajar na véspera da prova, só com a cara e com a coragem, pra dormir em barraca e coisa e tal, resolvi que desta vez ia embarcar na onda do meu amigo Léo, que sempre planeja suas viagens com antecedência e tranqüilidade pra evitar qualquer imprevisto.

Visto que meu companheiro de equipe, John Billy só teve pra primeira etapa e abandonou o certame na volta de reconhecimento da 1ª prova do campeonato, colei com o Léo e com o Rivello pra irmos juntos nessa.

Tudo estava combinado, L200 do Léo pra transportar pilotos, bagagens e pessoal de apoio, o que pode parecer muito, mais não, pois os pilotos eram Léo, Rivello e eu e o pessoal de apoio se resumia só a minha namorada Pâmela, e minha carreta ia atrás levando as 3 motos, barraca, cadeira, isopor, galões de gasolina, caixa de ferramentas, o que resultou numa visão que deu ao Rivello a idéia de batizar nossa equipe de CBRT, ou seja, Ciganos Buscapé Racing Team.

Aí é que as coisas já começaram a se complicar, pois a minha carreta estava emprestada com o John e o FDP se encarregou de ir numa micareta no dia que combinou de me entregar a carreta.

Eis que amanhece no sábado e nada de conseguir falar com o John, o jeito era ir buscar a carreta no pátio da empresa dele.

84Simples. Sim. Se o meu carro tivesse engate de reboque, mas como que não tem cão caça com gato eu ia ter que dar um jeito.

E por falar em cão que eu não tinha, eles estavam lá tomando conta da carreta na empresa, e um deles por falta de alimentos já havia devorado o chicote elétrico da carreta, e para tirá-la de onde estava estacionada tivemos que negociar o lanche da viagem gradativamente com eles.

Depois de retirá-la do local ai foi tudo bem, foi só amarrá-la com total segurança na tampa da caçamba da Saveiro e andar por uns 15 kms de rodovia federal com aquilo balançando pra um lado e pro outro trazendo uma preocupação gigante aos outros motorista que passavam pela HighWay.

Tirando esse primeiro perrengue a viagem foi tranqüila. Algumas horas no conforto do banco traseiro de uma L200, chegamos ao destino e fomos direto na secretaria da prova.

Retiramos nossos materiais, arrumamos um hotel até que agradável, tomamos um banho e fomos jantar. Eu a Pam como estávamos com muita fome paramos no primeiro lugar que encontramos e enchemos as nossas barrigas com uma lasanha.

O Léo e o Rivello que estavam com animo de achar algum lugar pra comer arrebanharam a companhia de outros dois cariocas, Tomasso e Lucas Lanes, pra rangar numa churrascaria.

Que disposição.

A noite foi tranqüila e quando percebemos já estávamos juntos de novo para o café da manhã no hotel e a ansiedade já estava tomando conta, todo mundo louco pra acelerar.

A corrida como sempre foi um show. Organização impecável, grandes equipes, pilotos de renome e um circuito muito show.

Todo mundo andou bem e com exceção do Tomasso que teve um pneu dianteiro furado na primeira volta todos os representantes do estado subiram ao podium e trouxeram um belo troféu pra casa.

Após o cansaço da prova, só o que restava era agradecer a Deus pois todos estavam bem, e entrar no carro pra voltar pra casa.

Hewlett-Packard
Thiago MotoVideo e Pam

Mas a volta nos reservava a parte que iria honrar a nossa viagem SEM ESQUEMA.

Lembra da minha carreta sem luzes e com uma tonelada de coisa em cima. Então. No caminho ela começou a reclamar, a chiar, e a dar sinais que salvo por muita sorte ela não ia nos deixar na mão.

Bom, deixar na mão ela deixou, o rolamento acabou e a roda saiu, mas a sorte estava lá e não deixou que fosse na Dutra a 140 kms por hora e sem dentro de Barra Mansa, bem perto da casa de quem??? Sr Adalto Motoraid!!!

Quebrou no centro da cidade, numa rua com um canteiro no meio, em que a lateral era contra-mão. Isso mais ou menos as 11 da noite. Eis que eu ligo pro Adalto explico o caso e peço um lugar pra guardar a carreta e as motos. Ele prontamente diz – “Traz pra cá patrão”.

Mas como que leva a carreta com trocentas coisas em cima e sem uma roda.

Hewlett-PackardNos botamos a tirar motos, tralhas e quinquilharias enquanto a Pam sinalizava a rua aos gritos, visto que estávamos após uma esquina.

Encaixamos a roda, sem rolamento no eixo e fomos de moto até a casa do Adalto, isto com a roda soltando mais uma vez e invadindo uma praça, onde o mesmo nos recebeu com um shortinho lindo, que ele afirmou ter ganhado há uns 20 anos atrás.

E foi isso.

Fomos pra casa e ficamos com mais uma história, que no fim deu tudo certo pra contar pros que vierem depois de nós.

Como não poderia deixar de ser, tenho que agradecer a todos que tem tornado essa jornada possível e divertida. São eles: Adalto Motoraid e a ASW Racing que ajudam com os custos da brincadeira, inclusive minha carreta voltou zero e revisada após a estadia na casa do Adalto tudo por conta dele.

A Pamela pelo companheirismo e auto-astral que ela traz as nossas viagens e aos meus amigos Leonardo da Graça Ribeiro, o Léo e ao Rodrigo Rivello, o Rivello.

Próximo sem esquema será de Campos do Jordão, aguardem….

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