O enduro e os devaneios na moto e da vida!

O enduro e os devaneios na moto e da vida. Quando subo na minha moto sinto adrenalina correr nas veias. O coração pulsa igual o sobe e desce de seu pistão, haja biela para aguentar o tranco.
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Por Fabiano Cupincha

Na primeira acelerada a arrancada dá um medo medonho e num piscar de olhos já vira um sonho, esse se realizando, mais uma vez de moto trilhando.

Tenho medo das pistas, pois vou pela paisagem mais bonita, mas acho lindos aqueles irmãos voando como pássaros sobre rodas. Trilha, Motocross, Enduro o que quiser, “a liberdade sem maldade se encontra entre a roda dianteira e a roda traseira”.
Vou pensando nas dificuldades do caminho, vai ter lama, pedra, erosão, água, frio, me aqueço na vontade loca de acelerar mais e mais. Quando vejo estou adiantado, tenho que manter a média… Daqui a pouco a média já se foi e eu acelero pra busca-la novamente.
Muitos vão falar: que é isso de acelerar, média. Enduro? Procurei comparação, não achei, cada modalidade do motociclismo tem sua história, sua alegria, sua tristeza, mas posso garantir que a tristeza fica bem distante da alegria. Aqueles que praticam a mais tempo ficam triste por não ganhar, aqueles que estão a pouco tempo ficam felizes por chegarem com saúde com todos os postos de controle registrados.
Olha me apeguei a escrever algo que sinto quando estou na moto, pois é difícil explicar pras pessoas, que saio de madrugada e chego a noite e neste meio tempo, me embarrei todo, cai, voltei com roxo no corpo, quebrei uma peça da moto, sofri numa subida de pedra, perdi o fôlego ajudando meus amigos a terminarem a subida ou eles me ajudando, volto simplesmente estropiado mas totalmente aliviado. Minhas angustias, minhas preocupações, vão não sei pra onde e eu volto mais feliz do que sai.
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Certa feita, enduro que fiz em Santa Maria-RS, tinha poucos competidores, existem as fofoletes que tem medo da chuva também, hehe, mas os que estavam lá eram bons e outros se esforçando pra se tornarem bons, meu caso, pedra e neblina tinha mais que o próprio mato e chegava perder o folego em algumas vezes. Parava uns dez segundos respirava e seguia novamente. E indo e aquilo não acabava nunca, quando olho na planilha, está terminando a prova, já dá um gostinho de quero mais, ô bicho que adora sofrer.
Motociclista uma razão inexplicável nos liga as duas rodas, umas rocam forte outras nem tanto, com habilidade ou não, na descida, no atoleiro, no pedregulho o tombo dá uma emoção. Todos mentem que não caíram e se caíram contou que caiu uma, pode saber que foi umas três.
Olhando as belezas naturais, a cordialidade do povo onde passamos, sem palavra, as crianças nos estendem a mão com um sorriso que dinheiro nenhum no mundo paga tal presente Divino.

Foi um sopro de sentimento que me veio, estou com saudade de andar de novo, não passou nem duas semanas parece que não ando já faz um ano.

Se não encontrou nexo no que eu disse, anda de moto no mato que vai descobrir.
Tenho dito, Fabiano Cupincha.

Está ai.
Abraços

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