2 tempos… ALÉM DA ADRENALINA

Será que a gente anda de moto “apenas” pela adrenalina? Analisando de forma até bem óbvia, a adrenalina por si só podemos obter até indo a um bom parque de diversões, e com vantagens dos riscos e custos menores.

Por Giuliano #144 o “Homem 2 Stroke!”

Mas quem faz MX, enduro, etc busca algo além disso; a adrenalina é parte fundamental, o “combustível” para uma sensação prazerosa de conquista que vem ao se desafiar os limites (da gravidade e os próprios)
A alegria está no prazer da frenagem precisa antes de uma curva, com uma tangência e inclinação perfeitas. O prazer de superar um obstáculo, etc.
Depois quando a gente para e relaxa, aquela sensação gostosa de realização – diga-se de passagem proporcional ao desafio.
Neste ponto cabe uma observação interessante: em consequência dessa cultura unilateral de se pensar apenas “4t-4t-4t”…a quantidade de “pilotos” que morrem de MEDO até de dar umas voltinhas de 2T! – “é muito braba” –costumam dizer (mesmo se for uma 125). Essa da foto, dá medo? ☺

blackyz

Agora sério …por mais arisca que a moto possa ser, é apenas uma moto. Igualzinho à 4t, exceto pelo motor…como eu costumo dizer não é nenhuma nave espacial que deveria intimidar ninguém.
Quem aprendeu a domar uma 125 poderá dizer a sensação… você vira o super-homem, aquela sensação de que “nada na face da terra pode ser mais rápido que isso” ( mesmo você sabendo que há meios de ir mais rápida….rsrs mas pouco importa, a sensação é tão boa que se esquece isso) – e de “lambuja” cada 250F que fica pra trás na corrida…é um verdadeiro êxtase. Bom demais. É a superação, o exato oposto da teoria da facilidade!
O que certamente vem gerando esse aumento da demanda é a decisão do consumidor de MX de colocar a satisfação pessoal em primeiro plano, afinal mesmo os profissionais nas oportunidades que tem de pilotar uma 2T são unânimes em dizer sobre o quão divertido elas são.
Para quem não vive do esporte, a experiência a bordo de uma 2t tende a tornar a experiência proporcionalmente mais desafiadora e em consequência mais recompensadora para seu piloto. Mas claro, para alguns poucos este desafio há de se tornar grande demais (!?)…uma minoria que combina baixa habilidade com grande preguiça…rsrs. Esses grupo específico possivelmente não irão se divertir adotando uma postura passiva esperando que as motos resolvam tudo praticamente sozinhas; na outra ponta, quem tem uma postura mais agressiva são os que mais vão curtir.
Passado um período de adaptação, para a imensa maioria é plenamente possível andar forte de 2T. Aliás pensar o contrário seria o mesmo que considerar que os pilotos da era “pre- 4t” tinham poderes sobrenaturais .
Lembro que ao conversar com o pai do Japinha(Renan Goto), que sempre disputa a liderança do ArenaCross de KX 2t, ele me falou da empolgação do filho, que nem se compara com a época que andava de 150 4t.
Essa é “a vibe”, a empolgação de pilotar.

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