JAPÃO vs EUROPA, quem faz 2 tempos melhor?

Vejamos o que se tornou a KTM: diferente das japonesas, ela resolveu trilhar um caminho próprio acreditando nas motos 2t e acabou dominando tanto o mercado de MX quanto de enduro com essa motorização. E lucrou alto com isso, permitindo reinvestir em tecnologia. E o resultado está aí, hoje está entre as maiores do off road mundial.
Pretendo trilhar o mesmo caminho ou simplesmente atendendo aos anseios do mercado, as demais montadoras européias seguem forte no desenvolvimento das 2t, com aprimoramento continuo, desenvolvimento de tecnologias e lançamentos de novos modelos..

Por Giuliano Barbosa #144 o “Homem 2 Stroke!”

123eMontadoras europeias sempre fortes no mercado 2T, com destaque para as motos de enduro

123dTM Racing sempre aprimorando a linha 2t de MX e ganhando espaço na mídia americana

Os novos modelos KTM/Husqvarna 2t alcançaram um novo patamar de desempenho, com as KTM 125 e 150 SX 2016 projetadas completamente novas, desde chassis até o motor. Ainda mais leves, as 125 produzindo em torno dos 37CV (na cola da Honda CRF250 2016) e as 150SX com mais de 40CV, ficaram um fio de cabelo mais fortes que a Yamaha YZ250F, atual queridinha da categoria.

123qNovas KTM E Husqvarna 125/150: tudo novo, com ainda menos peso e mais potência

Nos modelos 2017, as 250cc também foram desenvolvidas completamente novas, recebendo destaque a incrível facilidade de serem tocadas em relação aos modelos anteriores (já bem dóceis na minha opinião por experiência própria)

123tAs novíssimas KTM e Husqvarna 250 2017

As motos vem gerando muita expectativa, pelo que estive vendo no Youtube a nova KTM250 SX 2017 recebeu mais visualizações do que sua concorrente direta da marca, a 450SXF por exemplo.
123rAté 2T injetadas de motoGP foram lançadas recentemente na Europa

Neste cenário, salta aos olhos o cada vez maior numero de motos 2 tempos japonesas sendo inteiramente reformadas e preparadas; outras tantas personalizadas, utilizando chassis das 4t modernas com motor 2 tempos.

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À esquerda a CR 500cc feita sobre o chassis de uma CRF 2016. Em breve haverá uma 300CC montada sobre o chassis da CRF2017 também feita pela Tomazin R&D (compra-se a CRF450 e retira-se o motor novinho para instalar o 2T)

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A quantidade de motos fora de linha de MX sendo completamente reformadas é impressionante.

123fRM 125 novinha produzida pela MPS Racing e uma KTM330 SX injetada: a demanda é evidente

Enfim, são tantas novidades que seria inviável colocar tudo aqui. Tudo isso mostra claramente o “buraco” deixado pelas montadoras japonesas no mercado e a demanda atual
Outra situação curiosa e que, com cada vez mais competições dedicadas às 2t, muitas vezes os pilotos com algum tipo de apoio das fábricas tem que usar motos fabricadas ate no máximo 2008, como por exemplo fez oMike Alessi e Ivan Tedesco recentemente ( Suzuki e Kawasaki)

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Mike Alessi de RM250 em Glen Helen e Ivan Tedesco competindo de KX: as fábricas não tem modelos novos para oferecer aos pilotos (!)
Falando em Suzuki, nada concreto ainda, mas não faltam rumores de um possível lançamento 2t da marca para 2018 (li uma matéria recente na web clamando pelo retorno das RM e comentando a respeito)
Uma hora os japas acordam. E fazem os caras do AMA “acordarem” ($) também. Os mais radicais dizem que, do jeito que vão as coisas, a indústria do MX caminha a passos largos rumo à auto-destruição.
Bem, enquanto nada de mais relevante acontece do lado nipônico, estou na minha segunda moto europeia e tenho certeza que a próxima será também. Meu suado dinheiro deve ir para quem investe, se dedica e vive o esporte que eu amo – e não para quem tem como prioridade o comércio de motos urbanas.

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