Honda Monkey 2019, Quando as coisas boas vêm em embalagens pequenas

A nova Honda Monkey 125 recupera a designação de um importante icon dos anos 60/70 da marca mas atualiza-se em termos de conceito e polivalência.

Foi em Barcelona o nosso primeiro contacto com esta nova versão da Honda Monkey, uma moto que pela sua facilidade de condução, pela sua agilidade e pela sua estética apelativa, nos convida a percorrer todo tipo de situações no tráfego urbano, circulando com enorme facilidade no meio da grande densidade de carros e sermos capazes de explorar com facilidade ruelas estreitas e zonas de circulação mais difícil, como por exemplo no acesso a locais de parqueamento nos passeios.

O conceito das motos tipo Monkey dos anos 60, que sobreviveu até aos anos 80 e que permitiam ser facilmente transportadas na mala do carro, deu lugar a uma nova evolução que, mantendo a característica de “facilidade” associada a mesma, é agora manifesta na sua condução e numa utilização mais abrangente, permitindo percursos mais longos, quer urbanos quer semi-urbanos, garantindo maior estabilidade e segurança na sua utilização.

O mercado tem também evoluído dentro de um sentimento revivalista, onde vemos quase todas as marcas a irem buscar referências ao seu passado e a reeditarem novos modelos com inspiração nos mesmos mas com tecnologia moderna e atual.

A Honda em 2018 lançou dois modelos de inspiração clássica e que fizeram renascer dois icons da sua história, anunciados em simultâneo, a Honda Super CUB e a nova Honda Monkey, ambas com motorização de 125cc a 4 tempos.

Para ambas a Honda tinha reservado uma apresentação muito especial em Barcelona onde teríamos a oportunidade de experimentar os dois modelos num ambiente para o qual as mesmas foram concebidas e assim podermos testar todas as suas qualidades.

A Monkey em termos de dimensão nada tem a ver com o seu modelo original mantendo no entanto uma aparência estética semelhante à Monkey dos anos 60/70 mas uma dimensão mais pequena do que uma moto dita “normal”. A sensação de leveza quando nos montamos na Monkey e o fácil acesso dos nossos pés ao chão inspira logo de início uma enorme facilidade na sua condução.

A sua estética clássica e cuidada tem pormenores “vintage” como os guarda lamas cromados, o farol de aro também cromado, o manómetro redondo e os piscas cromados, e uma pintura que replica aquela utilizada nos modelos originais do passado. Esteticamente é uma moto que de imediato nos apaixona.

Do ponto de vista da sua motorização temos um motor de 125cc a 4 tempos do tipo SOHC que debita 9,25 CV de potência e apenas 4 velocidades. As suspensões invertidas dianteiras com acabamento dourado e com 100 de curso dão-lhe um toque de modernidade e garantem maior estabilidade ao conjunto. Já na traseira vemos os clássicos amortecedores duplos com acabamento cromado no topo e um braço oscilante em aço com acabamento na cor da moto, uma solução muito clássica.

O manómetro de formato clássico redondo com friso cromado disponibiliza no entanto toda a informação num painel LCD digital. A iluminação é também de tecnologia LED e mais um pormenor interessante que a Honda inclui na sua nova Monkey é uma chave com botão de localização que permite acender as luzes da moto à distância e assim a podermos localizar com mais facilidade. Um toque de modernidade num modelo clássico que o torna mais prático e actual.

A nível de freios a Honda, como é habitual, não deixa também de ser referência na Monkey e inclui um disco dianteiro de 220mm assistido por ABS, comandado por uma unidade de medição de inércia ( IMU ). Na traseira também apenas um disco de 190mm mas que em conjunto com o ABS e o pouco peso da Monkey (107 Kg ) garantem sempre travagens eficientes e em segurança, realidade para a qual contribuem também as rodas de maior diâmetro e dimensão que as da Monkey original ( 12” para 5” ) .

Graças à sua maior dimensão, a posição de condução é agora muito mais confortável, conforto também proporcionado por uma colocação alta do guiador e por um assento muito cómodo. Fácil de conduzir e com suspensões e travagem eficientes para a potência do seu motor e desempenho geral da moto, o circular em cidade é bastante agradável e claro que onde quer que paremos a pequena Monkey desperta sempre a atenção de quem passa pois a sua estética é realmente atractiva. A sua velocidade máxima pode no entanto atingir os 100 Km/h o que nos faz pensar que estará apta também para pequenos trajectos semi-urbanos por estradas nacionais e secundárias já que imaginamos que o circular em auto-estrada se possa tornar algo entediante.

Com um depósito de 5,6 litros a Monkey proporciona uma autonomia de cerca de 200 Kms o que para uma utilização urbana é excelente. A Monkey está disponível em 3 cores, amarelo, vermelho e negro e tem um PVP de 4.100 eur .