Definidos campeões brasileiros de Motovelocidade

Matthieu Lussiana encerrou sua participação na temporada de 2015 do Moto 1000 GP da mesma forma como a iniciou: com vitória na pista. O francês da BMW Motorrad Petronas Racing liderou de ponta a ponta o GP Lubrax no Autódromo Internacional de Curitiba, ne
8ª Etapa Moto 1000 GP - Curitiba - Nov/2015.  Copyright © Rodrigo Ruiz. Todos os direitos reservados - All rights reserved. Proibido uso comercial, reprodução, edição ou alteração da imagem sem autorização do autor.
8ª Etapa Moto 1000 GP – Curitiba – Nov/2015.
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Instantes depois, a direção de prova anunciou sua desclassificação por irregularidades apontadas pela comissão técnica na vistoria regulamentar.

A punição a Lussiana confirmou a primeira vitória de Sebastiano Zerbo no Moto 1000 GP. O italiano da Target Race Superbike Team obteve proveito máximo da etapa: além da vitória, anotou os pontos de bonificação pela pole position – também sua primeira na competição – e pela volta mais rápida da corrida, que teve 18 voltas pelo traçado paranaense de 3.695 metros. Ele havia terminado em segundo, 1s109 atrás de Lussiana.

O regulamento técnico do Moto 1000 GP determina que o tanque de combustível de cada moto deve conter mínimo de um litro de combustível, para efeito de testes a critério da comissão técnica – a gasolina drenada da BMW de Lussiana totalizava menos que o previsto. Vencedor de cinco das oito corridas que compuseram o calendário do Moto 1000 GP em 2015, Lussiana totalizou 156 pontos, contra 116 do argentino Diego Pierluigi, vice-campeão.

O pódio corrigido da corrida, a partir da desclassificação do francês, teve ainda os dois pilotos que disputavam o terceiro lugar na classificação final do Moto 1000 GP. A posição na tabela foi conquistada pelo paranaense Wesley Gutierrez, da Motonil Motors-PDV Brasil/Usatec BSB Team, declarado segundo colocado no GP Lubrax. Ele somou um ponto a mais que o português Miguel Praia, terceiro na etapa com a Honda da Center Moto Racing Team.

O quinto lugar no GP Lubrax valeu a Rafael Nunes, neste domingo (29), o título da categoria GP Light no Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. O piloto paranaense do Team Suzuki-PRT liderou a temporada de 2015 do Moto 1000 GP desde a primeira etapa e sacramentou a conquista no Autódromo Internacional de Curitiba. A prova que encerrou a disputa marcou a estreia com vitória do também paranaense Sharbel el Hajjar, da Tom Racing.

Rafael Nunes pontuou em todas as corridas de 2015 e, com três vitórias, tornou-se campeão brasileiro da GP Light

Rodrigo Ruiz/Grelak Comunicação

“Eu me preparei o ano todo para esta corrida”, exultou el Hajjar. Piloto de automobilismo por quase 20 anos, ele estreou na motovelocidade em 2015. “A perspectiva de competir aqui no ano que vem é bem positiva”, confirmou. Ele dividiu o pódio do GP Lubrax com dois pilotos catarinenses – Diogo Ramos, da SBK Moto Racing, que terminou em segundo e obteve seu melhor resultado no Moto 1000 GP, e Jean Vieira, da MS Racing Team, o terceiro.

Rafael Nunes chegou ao título com três vitórias, dois segundos, um quarto, um quinto e um sexto lugar nas oito etapas realizadas. A campanha o levou a 145 pontos, 12 a mais que o gaúcho Marcelo Dahmer, que terminou em sétimo lugar e foi vice-campeão no ano de estreia pela K Racing. O brasiliense Henrique Castro, da City Service BSB Motor Racing, foi sexto na corrida e terminou o campeonato em terceiro lugar pelo terceiro ano consecutivo.

Tida como a categoria de disputas mais equilibradas do Moto 1000 GP, a GPR 250 teve neste domingo (29) a decisão de título mais acirrada de sua história. Brian David, piloto goiano da Estrella Galicia 0,0 by Alex Barros, conquistou o título da série de formação do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade a partir de sua quinta colocação no GP Lubrax, oitava e última etapa da temporada de 2015.

Vencedor de quatro etapas no ano, David permitiu-se abdicar da disputa pelo primeiro lugar nas voltas finais da corrida a partir da queda sofrida por Ton Kawakami, da Playstation-PRT, com quem disputava o título. A vitória na prova coube a Meikon Kawakami, irmão e companheiro de equipe de Ton. O pódio do GP Lubrax contou ainda com Diogo Moreira, companheiro de equipe de David, e Rafael Traldi, da Motonil Motors-PDV Brasil/Usatec BSB Team.

David obteve o título após quatro vitórias, um segundo e dois quintos lugares – ele finalizou a etapa curitibana em sexto e herdou a quinta posição a partir da desclassificação do companheiro de equipe José Duarte, punido pelo toque que causou a queda de Kawakami. “Foi pena a queda do Ton, a disputa estava intensa e o fim de campeonato seria bem mais bonito com ele na pista. Foi uma corrida difícil, estou feliz demais por ter chegado até aqui”, falou.

Meikon Kawakami obteve em Curitiba a única vitória de 2015. “Estou contente pelo resultado, mas chateado por perdermos o título”, declarou, sobre o incidente de seu irmão. O segundo lugar foi o melhor resultado de Moreira. “Liderei, fiquei nervoso na última volta, mas foi um bom desempenho”, disse. Traldi repetiu a terceira posição da primeira etapa. “Um piloto quase me jogou para fora da pista, mas consegui voltar e buscar o pódio”, resumiu.

Na GP 600, a vitória ao final de 16 voltas foi conquistada pelo paulista Eric Granado (foto), campeão antecipado pela GST Honda Mobil Super Moto. Foi sua sétima vitória na temporada, marca que o firma como recordista isolado da categoria.

O segundo colocado na etapa curitibana foi o argentino Juan Solorza, que largou da última posição e chegou a liderar a prova em sua segunda volta com a Yamaha da Solorza Competición. O pódio da etapa contou, ainda, com o paranaense Joelsu “Mitiko” Silva, que conquistou seu quarto troféu de 2015 e confirmou a conquista do vice-campeonato. Seu companheiro de equipe Lucas Bittencourt, quarto na corrida, fechou o campeonato em terceiro lugar.

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